E agora para algo completamente diferente…

Há poucos programas que me consigam agarrar à televisão do ínicio ao fim… disperso e distraio-me com facilidade…

Mas um documentário que passou na 2: (a 21 de Outubro) deixou-me coladinha e muito, muito atenta do ínicio ao fim. Era um documentário sobre Microcrédito, bem a propósito da recente atribuição do Nobel da Paz a Muhammad Yunus e ao banco que fundou em 1976, o Grameen Bank.

O documentário foi espantoso e deixou-me muito sensiblizada… casos e casos de mulheres (o microcrédito é atribuído sobretudo a mulheres) que com empréstimos de 10, 20 ou 30 dólares foram capazes de melhorar a qualidade de vida das suas famílias e, sobretudo, colocar os filhos nas escolhas para que estes possam “ter um futuro melhor e uma vida diferente da minha”, diziam elas.

Os exemplos da criatividade destas mulheres deixaram-me de boca aberta. Destaco um: uma mulher indiana, extremanente pobre, fazia perucas para vender. Após recorrer ao microcrédito, investiu o dinheiro na compra de pequenas bugigangas, que distribuia pelas crianças das aldeias, para que estas recolhessem os cabelos das escovas das mães. Genial não? Assim conseguiu muito mais matéria prima e a baixo custo (deixou de ter que comprar a fornecedores que a exploravam). Mais perucas, mais lucro = crianças sem fome e nas escolas.

A Fundação Grameen trabalha para ajudar pessoas pobres de todo o mundo a tornarem-se empresários independentes e a melhorar as suas vidas. A Fundação vive de donativos que ajudam a suportar o microcrédito.

Às vezes podemos mesmo fazer a diferença:)

  • idaisy » Blog Archive » Ainda do Natal says:

    [...] falei aqui, há muito tempo, da Fundação Grameen, cujo trabalho admiro e para a qual contribuo regularmente. [...]

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