livros, livros, livros…

Já não me lembrava como é bom comprar um jornal e receber um livro (grátis ou a preço reduzido). É bom, é mesmo muito bom! Os livros são, regra geral mais baratos em Inglaterra (mesmo depois do câmbio libra / euro) do que em Portugal, coisa que eu não consigo entender, mas enfim.

Nas nossas micro-férias em Portugal comprámos um dia o DN (é impressão minha ou o Público já não é o que era??) e ofereceram um livro, “Coração Débil” De Fiódor Dostoiévki. O livro é pequeno, a qualidade é média, tem óptimo aspecto e fiquei muito contente por ter um livrinho novo para ler em português e principalmente por ser um livrinho tão levezinho (perfeito para trazer, yay!). De Dostoiévki já tinha lido “Crime e Castigo” e “O Jogador”. Gosto da escrita dele, das personagens febris e cheias de emoção, do drama e do delírio. Este “Coração Débil” não desilude e é Dostoiévki do ínicio ao fim.

Noutro dia comprámos o Público. Foi antes de compramos o DN e foi quando fiquei com a ideia que aquilo está fraquinho… Com o Público desse dia ofereciam um livro também, Poemas da vida de Freitas do Amaral. Interessante, mas a qualidade do livro deixa muito a desejar: as folhas vinhas todas coladas umas às outras pela borda de cima e ao tentar resolver o assunto metade delas rasgaram-se… enfim!

  • luxxx says:

    Confesso que fico absolutamente deprimido com a literatura russa. É como se sugasse a minha alegria de viver.

    De Dostoiévski fiquei-me por “Crime e Castigo”. E doeu muito. Digamos que a alma atormentada e gelada da Mãe Rússia não tem muito a ver comigo. Sou mais do género mediterrânico solarengo, com muita saladinha e temperaturas na casa dos 33 graus.

  • idaisy says:

    É, é deprimente mesmo! Acho que me atrai simplesmente por ser tão diferente da minah realidade e da minha maneira de ser (o frio, aquelas emoções frebris…). De qualquer forma, são livros para ler muito de vez em quando ;)

    talvez “O Jogador” de Dostoiévski seja uma boa abordagem… é muito soft e bastante diferente do resto da obra!